Caminhava por soturnos corredores amplos e ornado com enormes rochas alabastrinas.Seguia antônito por trilhas cinzas e caminhos coberto pela neblina. Adentrei um enorme salão, que nos recebeu por um p´rotico prateado, onde se ouvia sussurros e correntes se arrastando era a única coisa que preenchia o silêncio,atrás deste pórtico havia três chaves; a morte, o sonho e a vida...pegamos a do meio...e ao continuar pelo salão uma mesa de uns 7 metros se arrastava por todo metro quadrado e em cima dela um castiçal com velas deterioradas pelas chamas e coberta de cera. Logo ao lado havia uma lareira cujo as brasas pálidas lutavam para sobreviver naquelas cinzas que dissipava na escuridão...em cima desta lareira havia um livro , ornamentado de pedras e ferro; com páginas escuras e escrita roxa e
também as linhas métricamentes corretas escritas num linguagem já morta, num derradeiro instante as chamas se apagaram e a escuridão nos engoliu e apenas se ouviam os gritos...!
O Vampiro
Nem o enântico perfume que exala do meu cálice afugenta do meu peito a solidão.
Caminhando à beira do mar vou deixando minhas pegadas, marcas do passado.
Como um adorador dos céus noturnos, sigo enaltecendo as estrelas e inebriado pelo luar que reflete num espelho de água transparecendo no fundo dos meus olhos enxugando as lágrimas da minha alma, desolado e com o âmago transbordando dolência vou serenando os cantos madrigal da aurora boreal, noctâmbulo que cruza um reino inefável de recifes ornados por rochas pontiagudas e conchas alabastrinas e vazias. Assim como minha vida, venusto exterior e sórdido interior, a minha alma é um espelho quebrado que reflete a minha pungente umbria existência...
Gemidos meus que não alcançam os céus, as dores que atingem os ouvidos dos anjos. Ah, os anjos, como são sempre brilhantes, embora o mais brilhante haja caído e como sua fiel concubina sou urdido por suas lúgubres lágrimas de infelicidade...
Céus, que racham sobre minha agonia, da sua face escorrem lágrima caídas das constelações faustinas, que mergulham no meu oceano amargando e evaporando toda a água transformando num torvo deserto, com dunas tão enormes que obstruem o horizonte. E sobre elas caminho em suas dalas infindas de lamúrias derramadas do evangelho do destino.Fútil , funesto neste golpe derradeiro do seu feito, ponto sem retorno, a eternidade corre profundamente entre linhas roxas e negras, lacunas que bambeiam no infindo prélio onde a alma é disputada entre gárgulas e querubins, tulipas e rosas, demônios e serafins.A cada tijolo de ouro que caminho, me aproximo mais e mais das eternas primaveras que adornam o caminho para o inferno e distancio dos arbustos espinhosos que guardam o paraíso...
-então sou isso, um ser sem reflexo, uma criatura contristada e sem espírito, um Zíngaro errante que dança sobre as chamas do maldito, o grito abafado do enforcado, um suntuoso e inefável sanguinário de lascívias e orgias, o pesadelo de mentes letargas que convalescem enquanto me esguio sorrateiro nas sombras taciturnas...
Sim, um gatuno de vidas e amor, um poeta que dos pélagos do meu peito lança às bóreas os feles de meus tormentos cantando sobre a dor e matando com o prazer.
A cor do luar é o meu olhar sinistro que persegue no mais distante infinito o vacilante umbrático que lá se deleita e que logo se tornará minha presa.
Minha fome insaciável de sangue, nunca está extasiada, vou drenando e violando os pórticos da alma o templo do espírito...
Um cálice furado que nunca preenche.
Inicio, meio e fim.Sou mais que isso, sou a eternidade, o horizonte infindável de heliantos que enaltecem Apolo e quando cai o anoitecer tiro a máscara de ascético e vou buscar em pescoços alvos os meus haustos que me permitem continuar pelos séculos a vagar...
Inferno ou Paraíso?
Onde vou chegar, qual o mistério que se esconde nos velinos das constelações, qual o segredo da oitava cor do arco-íris, o que se esconde acima das nuvens de tempestades?
Eternos invernos, nivosas dalas que dantes virentes searas e que agora são apenas flórea cruz de minha cova...
O dia da queda

O céu é o espelho que reflete o orto.
As campinas, os vales e as colinas,
Vão deleitando-se com cada raio de ouro.
A luz que alvorece conjura cânticos,
Pássaros cantam o ninar da noite,
Balançando com magia os sonhos.
Dorme a lua, ofuscam as estrelas, dissipa o sono,
Alvorece a esperança, consumindo os espectros,
Sopram os ventos, dançam as nuvens do meridiano.
O grande Apolo alvorece atrás das montanhas,
Clamando por vozes de doce harmonia
De ninfas e elfos que afinam sua alegria
O rei astral cobre toda a Terra com seu esplendor
Trazendo a vida aos arvoredos curando todo langor
Os mares dançam, as cachoeiras inflamam em seu furor.
Enquanto o Parnaso sorri suas musas despertam
Ao som da harpa de Orfeu
As águias assobiam enquanto perfuram Prometeu.
Um grito ao longe silencia toda a Terra
Dédalo sabe que foi traído pelas asas do sonho
Icarus vai caindo, uma bola de fogo que vira cinzas
-----------------e das cinzas para sua cova-------------------------
E soa a flauta suave nos campos
Preenchendo meus olhos de pranto
Trazendo saudades, enchendo meu coração de Lua
Um som tão doce que deixa minha alma nua
Os cedros uivam aos som dos ventos
Carregando o tempo, a vida os anos
Com os olhos cerrados deixo que sopre minha inocência
Libertando-me assim de minha consciência
A lua e as estrelas banham meu corpo
A neblina eo vento cobrem meu pensamento
Escondendo a carne junto ao Zéfiro
Que noite escura me conde
Que silêncio me rodeia
Na escuridão total da natureza

Mentiras que são alimentadas por juras falsas de saudades amizades. Não consigo ver nada de bom em vocês além de um punhal pronto para enterrar em minhas costas
Traição, este círculo de escárnio que mantém a volúpia acesa como tochas nas lápides do coração.
Não sei se a noite sugou todo o meu prazer ou eu ´perdi o brilho da vida,
Tem horas que me pergunto, oque estou fazendo aqui?
Todos os dias parecem iguais, é um círculo que sempre roda fazendo voltas nas mesmas horas
No amanhecer eu durmo, no anoitecer eu desperto
No inverno me alegro, no verão eu sofro
No outono eu desabo, na primavera eu morro
Esta nênia de flores caídas no solo que cobrem as vielas de desespero e ganâncias de vidas humanas
Para onde vou, eu me pergunto
quem eu sou?

Um doce minueto bate nas rochas do castelo À beira do mar.
Com uma voz do sepulcro caminha uma rainha de preto que desperta todos meus desejos, e a ela só tenho que dizer como a solidão me tortura.
Ela abaixa sua máscara para mim, o vento sopra as promessas que são sussurradas
Meus lábios estão congelados, meus olhos estão pesados, acordo da vida para dentro de um sonho...
Em minha mente se contorcem a realidade e ilusãoformando um altar onde contemplo o retrato da Condessa-morta.
Anjos sombrios saboreiam minha lágrimas, nos meus sonhos ecoam os gritos que nos mantém juntos.
Sem luz, sem recifes, os céus estão magnetizados por almas que cantam meu requiem ,
Caio de joelhos hipnotizado pelo piano que toma todo o anoitecer, a lua a segura como um cruel retrato de meu desejo inalcançável, uma criatura divina que sempre se dissipa na neblina.
Corro entre os túmulos e anjos de mármore que me perseguem com cânticos mórbidos e suspiros dissonantes.
Uma forma espectarl adorna em fronte dos meus olhos , a flor em minhas mãos murcha,
Rosas vermelhas lanço em sua direção cotorcendo eu sonho de tê-la para mim, ela vai se desfazendo, sumindo como uma miragem enquanto um azul celeste vai bordando o horizonte no céu, a música vai desfazendo.
Nos seus olhos mortos vão sucumbindo as visões do paraíso
Sua beleza mórbida me deixa
Em unção da morte Que meu pescoço beija
Trajando o meu corpo inerte em negro veludo
Envolto nos braços da Deusa do cemitério,
Da tempestade e da lua;
Navegamos sobre folhas condenadas
Em um cemitério de anjos dilacerados
Onde vidas foram cessadas, salvas e esquecidas
Estou sentindo minha respiração cada vez mais fraca trajando-me no veludo da morte
Com uma veloz silhueta adentramos o mundo dos poetas mortos...

É noite!
O silêncio predomina sobre o bosque
Adentramos em um universo solitário,inerte e sombrio
Nossos olhos faíscam, emanando luz na escuridão
Um fogaréu intenso inflama, tomados pela magia e sedução, nossos corpos são entregues ao abismo carnal
Somos poetas no portal do precipício
Todas as razões, leis e limites foram afogados no mar escuro
Abaixamos nossas máscaras, nesta noite vulnerável as promessas de amor são sussurradas no teu ouvido, como canção que o vento compõe nos galhos secos, que nos fazem dançar uma doce sinfonia dissonante
A lua oculta sua face, nos reserva a privacidade cercando-nos com sua escuridão
A harmonia crebra é interrompida por gemidos,corpos incendiados se contorcem como serpentes, aguçam o desejo voluptuoso de tornar-se um só corpo, alma e coração
Com palavras sussurradas ao teu ouvido sinto-a amolecer
As nuvens cinza são rasgadas pelo brilho daquele incêndio, as estrelas são sugadas por tamanho clarão.
Gargantas que secaram, estão sedentas por seus corpos, enquanto, uma língua desliza sobre minha pele rasgando-a, libertando o ápice do prazer. Ela canta a nossa canção secreta, seu rebolado hipnotizam meus olhos a cada movimento
Meus olhos alcançam os seus
Um brilho infindo e felino
Seu pescoço evocava a tentação
A cada movimento uma batida mais forte
Minha alma acende, meu coração dispara.
Eu sou seu, você é minha.
Estou entre os lábios que mais aprecio
Minhas unhas deslizam entre suas coxas enquanto minha intensa lambida conjura gemidos, contornando toda esta arte, chego aos seios, e logo minha boca desaba em um deleitoso beijo.
Caímos em orgasmo com um uivo para a lua
Escuridão que nos envolve nos chama
Agarro-me em teu sussurro, como o vento pelos cedros
Vejo teu rosto em todas as feições naturais, em meio à névoa e vales
sossegados de perturbação``
Escuto sua voz que soa como o canto das sereias invocando o prazer febril, um minueto no anoitecer imbuído de sedução,que, profetizam as mais impuras fantasias eróticas alimentadas no meio desta noite chuvosa.
Nós atingimos existências paralelas e planetas perdidos.
Senhorita da escuridão, um feitiço me lançou com seu beijo gelado, que arde no meu corpo como ondas sussurrantes das praias de Archeron.
Em um núcleo de chamas e vozes doces, esta devassa de preto me levou
E juntos no agarramos na sangria do luar...

QUANDO POR MIM PASSASTE
PELA PRIMEIRA VEZ,
COMO EU SORRISE,TU CORASTE.
O SOL ESTAVA ABRASADOR.
EU DISSE ENTÃO: ``TALVEZ,TALVEZ FOSSE O CALOR´´.
QUANDO POR MIM PASSASTE PELA SEGUNDA VEZ,
COMO QUE PÁLIDA FICASTE.
NASCIA A LUA, DEVAGAR.
EU DISSE ENTÃO: ``TALVEZ, TALVEZ FOSSE O LUAR´´

Milhares de noites sucubiram-me as tuas sombras
Enquanto os gárgulas cantavam dissonantes cânticos
eu me revirava no meu túmulo, ao redor de almas caídas
Meus gritos ecoavam entre um céu sombrio
Eu retorço em um sacrifício com asa quebradas
queimado pelo que chaman de luz
Mas a lua inflama a febril volúpia, com seus dedos prateados masturbam seus amantes e contorcem pessoas com teu infame pesadelo
Deitado sob um paraíso ortodoxo, enquanto os deuses lavam seus cabelos dourados nos lagos de luxúria
Saudam, nossa hipocresia miserável
Adoram, com velas incandescentes sua devassidão
Dobram suas línguas e louvam os ímpios que me alovreceram e foram bem aventurados pelo meu nome
Enquanto derramamos sobre os lábios os venenos que criamos, em nome do progresso eles venderam suas alma
Escrevendo bíblias negras que pregam um deus morto
Assim todos saudaram, enquanto o amor morria era erguido a bandeira do ódio com legiões de seguidores que por toda eternidade arrastaram-se para a unção do maldito
Da neblina à meia-noite estes supérfluos adoradores me louvam
Agradecido,derramo sobre vós o leite da via-láctea, a unção da noite e a eternidade sob o luar
sob o eclipse louvado seja vosso nome
pegue minhas mãos, mostrarei que além desta ilusão , há um inferno que anseia pela sua alma
Meu nome é Lúcifer, por favor, pegue em minhas mãos

Em volta da neblina ela caminha, desfrutando da dádiva concedida pela supremacia noturna,tentando encontrar as vantagens de estar morta.Seu coração partido por uma vida ingrata, assim então vaga por este campo cinza entre a luz e as trevas
Nos céus sombrios flutuam os sonhos e pesadelos dos mortais que adormecem.Nas estrelas meus olhos buscam por respostas
Mas não adianta, nunca as encontrarei lá
Meu olhar cessa aquela escuridão infinda, e encontra os olhos castanhos preso em seu corpo esguio,ondulando como uma planta ao sabor da água, a curva de seu pescoço evocava um lírio branco e suas maos feitas de marfim, com uma graça encantadora avançou sob o luar, encanto inegável acima das graças dos deuses e acima de tudo que a arte pode criar.Ele parece saber, vou aproximando, mas ele não se desvia , dá para escrever toda sua dor e história através da sua face.Um calafrio sobe por minha espinha, como se a besta interior despertasse em uma sede descomunal.
Eu queria ter forças para dizer que meu universo está sob seus pés,mas o frenesi e a sobrevivência falou mais alto, com voz fantamagórica.
Até poderia trazer a eternidade para ele, mas eu não ia querer que esta mladição o fizesse fazer o que faço agora, caminhando sobre mortos e jurando ser o paraíso e todas as noites acordo com o coração partido novamente.Eu me apaixono assim todas as noites, em um derradeiro instante, o amor vira morte, mas a culpa não é de ninguém. A culpa é somente minha. A culpa é somente minha
.como um trovao, como um furacão, derruba-o e faz você sentir o gosto amargo do chão.Em meio a poeira você é esquecido, e quando você se levanta parace que outra realidade parece ter aparecido,em um caminhar vagoroso como o nascer da lua,em um toque macio comparado ao excitante cair das folhas do outono.Um anjo místico que em minha decadência me pegou pelas mãos, rimas poéticas em pergaminhos celestiais de puro amor , fantasia e eternidade.Ah! Doce eternidade,contemplo nos teus deleites o sabor do amor, uma fruta que dá no topo da mais alta colina onde os ventos guardam com fúria a tua destemida música, que cega os olhos e emudece as vozes,congela os sentidos e te lança ao abismo.Mas meu coraçao foi puro, e sincero, crucifiquei-me em teu altar onde as rimas e as músicas são relaxantes e intermináveis.Eu precisaria de todo o céu para escrever o que meu espírito encontrou nesta avatar dos deuses, precisaria de todas as rimas de todos falecidos poetas e sentimentos que com eles foram para descrever meu amor que engasgo em dizer,eterno,que sinto por ela.Sem palavras , sem explicaçao, viver sem amor , não é vida,por mais amargo que asvezes prove deste cálice, o final sempre é será proveitoso, então o que gostaria de salientar, é que EU TE AMO
Meu caro amigo, achei teu deus aqui na net e decidi homenageá-lo